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Ouça o clipe, veja a música
Publicado em: 28/08/2017

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Álbum “Tribalistas” chega esta sexta às plataformas e lojas, e Spotify adiciona pela primeira vez vídeos a uma playlist de artista, de olho no mercado de streaming audiovisual que quer disputar com YouTube e Facebook

Do Rio

Depois da palinha do último dia 11, quando Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes lançaram de surpresa, num live streaming no Facebook, quatro singles inéditos, o álbum “Tribalistas” chegou nesta sexta (25) às lojas e plataformas digitais. Também entram no ar, pela primeira vez no Spotify, clipes de estúdio de todas as canções, uma sinalização inequívoca de que o maior serviço de streaming de áudio quer disputar com YouTube (e agora também com o Facebook) o suculento mercado do streaming de vídeos.

São peças audiovisuais de conceito simples — filmagens com boa luz e boa edição das gravações das músicas num estúdio no Rio —, com direção de Dora Jobim. Mas um primeiro passo na direção de uma “convergência” entre imagens e sons que marca a era digital e que o Spotify começa a explorar.

A estratégia de divulgação também tem várias outras características inovadoras. A mais evidente é a parceria entre Facebook e Spotify na promoção e na distribuição dos conteúdos deste segundo álbum dos Tribalistas, lançado depois de 15 anos da estreia do trio. O pacote é apresentado como um hand album. Trata-se de um formato que se pretende uma espécie de “disco para smartphone”, com a praticidade da audição digital unida aos “bônus” afetivos que marcaram a era dos LPs, como encarte (virtual) com letras, ficha técnica detalhada, os vídeos e outras coisas, tudo reunido num só lugar.

Mark D’ARcy, vice-presidente e diretor criativo do Facebook Creative Shop, departamento responsável pelo desenvolvimento do conceito em parceria com o Spotify, afirmou que espera que o hand album se propague. “É um formato imersivo que cria uma plataforma onde os artistas poderão lançar um álbum com uma visão completa do trabalho.”

Marisa Monte, que esteve diretamente envolvida na estratégia de apresentação do novo disco, também celebrou a novidade: “Apesar da grande facilidade que o consumo de música na era digital nos oferece, para os amantes da música a música digital deixou uma ausência das informações que antes vinham no disco físico, como as letras, as fotos, as fichas técnicas. Com o hand album, a gente poderá navegar por todas essas informações, além de ver os clipes e os lyric videos no próprio celular.”

Igualmente chama a atenção o posicionamento do Spotify de um modo análogo a um selo, assumindo a promoção e a distribuição de um álbum com exclusividade. É a antecipação de uma tendência que a Revista UBC apresentou em maio, na reportagem de capa sobre o futuro da música: os serviços de streaming publicitando (ou, em alguns casos, até produzindo) artistas exclusivos.

A ação de marketing tem não só esses formatos inovadores (caso dos vídeos) no aplicativo de streaming, mas também campanhas pelas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro e muito mais. A união pontual com o Facebook dá uma dimensão da importância que a volta inesperada (pelo menos para agora) dos Tribalistas tem para a estratégia de ambas as empresas por aqui.

 

 

 



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