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Zeeba: “a parceria com Alok mudou totalmente minha carreira e a minha vida”
Publicado em: 03/05/2018

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Autor do hit “Hear Me Now”, o jovem músico fala sobre a explosão que se seguiu ao sucesso da canção nas pistas globais, comenta seu processo de produção e anuncia novos singles

De São Paulo

Zeeba é uma prova de que estar no lugar certo, na hora certa, pode ser clichê do grandes, mas ainda é garantia de sucesso. Talentoso, formado em música nos Estados Unidos, onde nasceu (filho de pais brasileiros) e viveu alguns anos em duas temporadas diferentes, o cantor, compositor e músico de 25 anos um belo dia teve contato com o DJ de maior êxito da história do país, o goianiense Alok, e o resto já virou lenda. É sua a voz do megahit “Hear Me Now”, o que lhe abriu as portas para um sem-número de outras parcerias internacionais e bombou exponencialmente sua carreira, que já existia, mas nem de longe se desenvolvia no megapalco do pop internacional.

Antes da explosão na dance music, Zeeba era folk, teve banda com amigos de sua Califórnia natal e chegou até a ser indicado a um prêmio para jovens talentos do Grammy pelo EP “So Complicated”, já em carreira solo, em 2015. Ao conhecer o produtor Bruno Martini, no ano seguinte, e este apresentar criações suas, como “Hear Me Now” e “Never Let Me Go”, a Alok, por um golpe do destino, abriu-se um portal para essa nova dimensão global. Agora, outra música sua deve estourar: “Ocean”, que, inclusive, Zeeba cantou em palinha exclusiva para a gente no vídeo que você confere abaixo.

VEJA MAIS: Zeeba canta trechinho de "Ocean"

 

A migração para o pop, os novos projetos e a sensação de, quase que da noite para o dia, virar estrela ele descreve nesta entrevista com o site.

Você está vivendo de novo no Brasil? Ou tem se divido entre os Estados Unidos e São Paulo?

Estou, sim, vivendo no Brasil, apesar de viajar muito e quase não ficar aqui. Mas deixei a minha base em São Paulo, onde meus pais moram. Em Los Angeles o apartamento ficava muito tempo vazio. Agora estou morando sozinho em São Paulo, que é onde está o Bruno (Martini), meu produtor, o dos projetos principais, e onde fica o estúdio onde eu gravo. Vou muito para L.A., onde tenho também produtores. Fico lá e cá, mas com base no Brasil. 

Tem feito muitos shows e apresentações? Está em estúdio gravando? Como tem sido sua rotina profissional em meio ao turbilhão pós-bombação?

Fiz muito show no ano passado, no retrasado também. Agenda muito corrida, shows com Alok, com a minha banda, a da carreira solo... Este ano dei uma paradinha para compor, a gente precisa escrever, e eu estava muito na mesmice. O tempo para compor tinha ficado de lado. Separei o começo deste ano para escrever, terminar coisas que já tinha começado em estúdio. Fiz parcerias com outros DJs internacionais, como o Goldfish, que está para sair agora no meio do ano. No carnaval, fiz show com a Claudia Leitte aqui no Brasil. E fui para San Diego, Los Angeles e Nova York também. Mas o foco principal tem sido escrever. 

Vou lançar um single em 25 de maio, além do single “Ocean”, com o Alok (que saiu em 24 de abril). Vai haver agenda de shows. Ou seja, de volta ao turbilhão. 

Desse início folk e indie rock, você claramente tem migrado para o pop nas últimas parcerias, não só com Alok mas outros grandes produtores de música eletrônica globais. Foi uma escolha deliberada?

Essa passagem foi algo que aconteceu naturalmente. Quando conheci o Bruno, houve essa mudança de linguagem. Minhas músicas sempre saem no esquema voz e violão. A roupagem pop é mais a dele, mas sempre me agradou. Comecei a fazer coisa mais eletrônica com ele, porque ele gosta... Entrei de cabeça e estou fazendo mais músicas nessa linha, sim. Tem muita coisa legal vindo, com essências pop e folk bem orgânicas.

O quanto esse encontro com o Alok e o Bruno Martini impactou os rumos que a sua carreira tem tomado desde então?

Foi muito doido. Logo que saí da banda (Bonavox, de Los Angeles), conheci o Bruno. Ficamos um ano incubados no estúdio fazendo música. O Alok, então, entrou na história. “Hear Me Now” era indie, tinha outra linguagem. Eles terminaram a produção e deixaram com cara eletrônica. Pô, isso mudou totalmente a minha carreira e a minha vida. Me juntei com Alok, viajei, turnê pelo mundo inteiro. Tudo muito rápido. As minhas composições estão sempre ali, mas mudou o rumo de tudo. Tento manter minha essência, independentemente de qualquer coisa. 

Você já deve ter contado essa história algumas vezes, mas, com certeza, a cada uma se lembra de mais algum detalhe: como foi exatamente que conheceu Alok, e por que decidiu que seria interessante a parceria com ele?

O Alok conheceu o Bruno quando estava indo gravar algo para uma reportagem de TV. Precisava de um estúdio, o Bruno tem um estúdio superlegal em São Paulo. Foi lá filmar algo. O Bruno o abordou, disse que tinha músicas, dele e minhas, e as apresentou ao Alok. O Alok pirou em “Hear Me Now”. Eu estava em Los Angeles, ele me ligou, se apresentou, disse que queria trabalhar sobre ela. Eu disse “vambora”. O primeiro show que fiz com ele, em Goiânia, foi para 60 mil pessoas. E daí foi essa coisa toda meio inacreditável.

Você tinha anunciado um EP, “INK”, no ano passado. Já tem data para sair? Vamos ver um lado ainda mais autoral seu nele, em termos de letras e sonoridades?

O EP “INK”, no final, nem lancei, tem várias músicas que não conversam muito com o que faço hoje em dia, mas outras devem entrar num outro EP que estou produzindo. Vou lançar um single dele já em breve, estou bastante empolgado, será em 25 de maio, ainda não posso falar o nome. Vai ser mais autoral ainda. Eu escrevi as letras das músicas que lancei com o Bruno e o Alok, mas as sonoridades vão ganhar esse toque mais autoral, com produção do Bruno. Algo não tão diferente, mas algo novo. 

Que bandas ou artistas, brasileiros ou gringos, citaria como inspiradores da sua estética, do som que você curte fazer? Chegou a tocar com algum deles ou pelo menos conhecê-los?

Tem algumas de que gosto. É difícil falar nomes, mas posso dizer Coldplay, Oasis, Blink 182, 21 Pilots, The Neighbourhood, The Kooks, Two Door Cinema Club. Conheci o Mark Foster, do Foster The People. Tocamos juntos. Cantei “Pumped Up Kicks” com eles, no Rio, e foi muito divertido. Dividimos palco, foi irado. Gosto de muita coisa pop, Khalid, essa onda trap que está chegando aí... 

Você compõe muito? Que tipo de coisas/situações/vivências o inspiram?Falo muito sobre viver o agora, aproveitar o hoje. Um pouco essa coisa que vivo de ter um hit e ter que lidar com a expectativa das pessoas. Gosto de escrever sobre experiências da minha vida. Quando estou em estúdio, sempre crio coisas novas. No dia a dia, não escrevo todo dia. Tem gente que é assim, mas eu não, separo um momento para isso. Às vezes, quando estou passando por uma situação difícil, acaba sendo um modo de colocar para fora, uma terapia. 


 

 



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