Em 2011 grandes autores da nossa música como Nelson Cavaquinho e Mário Lago comemoram seus centenários. A longevidade da obra desses autores, que permanecem no imaginário musical brasileiro, é resgatada através de relançamentos e homenagens.
Em março a Mangueira homenageará Nelson Cavaquinho com o samba enredo "O Filho Fiel, Sempre Mangueira". No mesmo mês está previsto o lançamento de uma coletânea com gravações inéditas de sua obra por vários artistas (Beth Carvalho, Alcione, Lecy Brandão, Teresa Cristina e Benito Di Paula entre eles).
Nelson começou a compor na década de 40, mas foi só a partir dos anos 60 e 70 que ganhou destaque com suas obras gravadas por Nara Leão e Beth Carvalho.
Entre suas obras mais conhecidas se destacam "Folhas Secas", "Juízo Final", "Depois da Vida" e "Luz Negra", gravada recentemente por Fernanda Takai em um disco que relembra sucessos de Nara Leão.
Mário Lago, falecido em 2002, ainda é citado como um dos primeiros "multiartistas" brasileiros. Formado em Direito na década de 30, durante os anos 40 e 50 já era conhecido por compor "Ai, que saudade da Amélia" e "Atire a primeira pedra" em parceria com Ataulfo Alves. Se filiou à UBC em 1956 e além de um grande compositor, também foi advogado, ator e poeta.
Para comemorar o seu centenário, são seus próprios filhos que estão buscando patrocínios para viabilizar um documentário, exposição, série de shows, lançamento de álbum e a reedição de três livros.
Em agosto de 1984, Mário Lago concedeu uma entrevista exclusiva ao "Boletim UBC", periódico bimestral publicado pela UBC na época. Em dezembro do mesmo ano, Nelson Cavaquinho dividiu a capa do Boletim com Cícero Nunes, confira na íntegra essas entrevistas históricas.
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