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Pesquisa: profissionalização de empresários artísticos aumenta em 20%
Publicado em 28/07/2022

Em evento de celebração dos três anos do Music Rio Academy, a coordenadora do projeto “Empresariamento Artístico e Mercado de Música Ao Vivo 2021”, Anita Carvalho, mostra o resultado da sua pesquisa 

Do Rio 

A indústria da música tem passado por importantes modificações nos últimos anos, fortemente impactada pela transformação tecnológica e digital, que tornam o papel do empresário ainda mais preponderante. Com o objetivo de identificar os modelos de negócio do mercado musical e reconhecer a importância do empresário artístico na indústria da música, Anita Carvalho, diretora acadêmica do Music Rio Academy, lança a pesquisa “Empresariamento Artístico e Mercado de Música Ao Vivo 2021”. Com dados exclusivos e apoio da UBC, a iniciativa teve sua pré-estreia na celebração do terceiro aniversário da escola de mercado do entretenimento do Vivo Rio, que aconteceu no último domingo (24). 

Com mais de 400 ingressos retirados, o evento reuniu alunos, ex-alunos, corpo docente e profissionais do mercado musical. Dentre os dados expostos em sua apresentação, Anita ressaltou os principais serviços prestados por empresários. No topo, está a produção e logística dos shows, o que reflete no resultado da principal fonte de receita desses profissionais: shows ao vivo, representando cerca de 57%. 

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A edição da pesquisa contou com a participação de diversos profissionais do mercado, como Afonso Carvalho (Empresário artístico (Música & Mídia Produções / Diogo Nogueira, Baby e Pepeu, Fernando Rosa e Manda), Alexandre Wesley (Diretor de shows, festivais e relacionamento com marcas da Som Livre), Fernanda Abreu (Cantora), Kamila Fialho (Empresária artística: K2L Entretenimento / Kevin O Chris. Isabela Matte, 3030, Tília. Fuze, Jon Jon, Júlia Peixoto e Bruno de Lucca) e Rommel Marques (Empresário Artístico /ex-empresário de nomes como Anitta e Zezé de Camargo e Luciano). No que diz respeito à área de formação destes profissionais do mercado, a iniciativa mostrou um resultado variado: 

 

No levantamento anterior, publicado em 2019, o percentual de empresários que tinha entrado na profissão por conta de uma oportunidade era de 75%, índice 20% maior do que o verificado atualmente, de 62%. O resultado pode denotar um crescente interesse pela profissão, especialmente considerando o bom momento vivido pelo mercado da música. 

Ainda representando a grande maioria dos “homens e mulheres de negócios”, a empresária Kamila Fialho afirma que faz parte do grupo de profissionais que encontrou numa oportunidade a porta de entrada para a carreira: "Sou apaixonada por pessoas, adoro potencializar pessoas, sejam elas artistas ou não. Comecei como apresentadora na Furacão 2000. Mas não foi a música que me tocou, foi a história do Dennis, o que ele conseguiu fazer com tão pouco.” 

Além da apresentação do relatório, a celebração também contou com pitchings, showcases autorais e conversas com grandes profissionais da área, como o painel "Rentabilizando sua carreira artística”, com Anita Carvalho (Música & Mídia Produções / Music Rio Academy), Vanessa Schutt (UBC), Emily Krueger (Booker, Agência Emma) e Manda (artista). O encontro dessas quatro profissionais do mercado musical proporcionou um rico debate com diversas perspectivas sobre o mercado da música.  

“Um lugar maravilhoso pra networking com pessoas do mercado e também para conhecer artistas em seus pitchings e pockets. Além de falar sobre direito autoral, também pude aprender bastante com mulheres fantásticas que participaram comigo do painel”, conta a coordenadora de Novos Negócios da UBC, Vanessa Schutt. 

Com a produção do Music Rio Festival inteiramente feita pelos alunos da escola, desde o DJ à produção executiva e técniva, Anita Carvalho sente orgulho do resultado do encontro: 

“Esse evento é um evento que mostra a força da comunidade, porque a atração principal é o conhecimento. A gente não teve grandes artistas, nem mesmo nomes muito famosos do mercado, mas tivemos uma comunidade muito grande, muito interessada em se encontrar, em fazer networking, em aprender e se expandir” 

LEIA MAIS: A pesquisa na íntegra 


 

 



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