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Música e conscientização invadem a rua em Salvador
Publicado em 13/02/2017

Na quarta edição do evento Coreto Hype, a UBC promove debate sobre a valorização e a necessidade de uma justa remuneração da criação musical

Texto e imagens: Camila Salles, de Salvador

O bairro do Imbuí, na capital baiana, recebeu no último fim de semana a quarta edição do Coreto Hype, um dos principais eventos soteropolitanos de ocupação artística do espaço público e destaque, junto com outras iniciativas do gênero, de uma reportagem publicada na mais recente edição da Revista UBC. A UBC esteve presente com um estande informativo a fim de receber músicos, estimular a interação de seus associados com o público e tirar dúvidas sobre o mercado de direitos autorais. E, no sábado, promoveu um encontro sobre a Cadeia Produtiva da Música no Carnaval, que reuniu nosso diretor-vogal, Manno Góes, Márcia Bittencourt, gerente da filial da Bahia, e Rodrigo Moraes, advogado especialista em direito autoral.

Durante uma hora, a partir das 18h30, os três destacaram a importância de valorizar e remunerar de maneira justa o trabalho do criador musical. Na plateia, dezenas de pessoas interessadas em mercado de música e também associados como o compositor Evandro Rodrigues, autor de “Baianidade Nagô”, premiada com o Troféu Dodô e Osmar como Melhor Música em 1992 e que ganhou repercussão na voz de Daniela Mercury. No final do bate-papo, o público pôde tirar dúvidas sobre a atuação da UBC e do Ecad.

 


Manno Góes e Márcia Bittencourt falam sobre direito autoral e arte de rua

“O mais importante é que a gente mostre que há, por trás de toda a cadeia produtiva da música, pessoas, seres humanos, famílias, sonhos. E precisa haver uma sensibilidade na justa remuneração. Salvador tem um potencial enorme na construção musical, justamente porque sempre valorizou os aspectos regionais, a espontaneidade das ruas, o que é produzido aqui. E a gente sabe que isso tudo não depende só dos autores ou dos produtores; depende da sensibilização das pessoas”, Manno afirmou. Márcia fez coro: “(O Coreto Hype) é uma oportunidade maravilhosa para falar à população em geral que existe um criador das músicas que a gente curte. Essa informação vai, aos poucos, tomando conta da consciência, e isso leva as pessoas a entenderem que elas precisam respeitar o direito autoral.”

A idealizadora do Coreto Hype, Lídice Berman, exaltou o debate e as atividades culturais - incluindo performances e diversos shows - que marcaram o sábado e o domingo. “A cena está superforte aqui em Salvador. A gente já tem um movimento de ocupação de espaço público, mas vale ressaltar que não é um movimento fácil, é uma luta, uma batalha, por conta de várias questões. É importantíssimo ter o apoio dos órgãos públicos, da prefeitura. Nosso objetivo é ocupar de forma consciente, comprometida, para que o projeto tenha continuidade”, ela explicou.

 


 

 



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