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Estrelas da música homenageiam Milton na entrega do Prêmio UBC 2019
Publicado em: 16/10/2019

Elba Ramalho, João Bosco, Maria Rita, Toni Garrido, Rogério Flausino, Chico César e muitos outros apresentam versões inéditas de obras de Bituca na Casa UBC, com Criolo, Moska e Moacyr Luz na plateia

Do Rio

Fotos de Sandro Mendonça

Milton recebe o Prêmio do Compositor Brasileiro das mãos dos diretores da UBC Ronaldo Bastos, Aloysio Reis e Antonio Cicero

Uma cerimônia repleta de amigos de Milton Nascimento marcou a homenagem a ele, na noite desta terça-feira (15), no Rio, durante a entrega do Prêmio do Compositor Brasileiro a Bituca. Maria Rita, Elba Ramalho, Chico César, João Bosco e uma constelação da música brasileira cantaram versões inéditas dos sucessos do Bituca. Foi o clímax do Prêmio UBC 2019, que teve ainda convidados estrelados como Criolo, Paulinho Moska e Moacyr Luz. Outra atração da noite foi a entrega do Troféu Fernando Brant a Glória Braga, superintendente executiva do Ecad. 

A Casa UBC, no Centro histórico do Rio de Janeiro, teve uma ambientação especial para remeter a todas as facetas de Milton Nascimento, carioca criado em Minas Gerais. Na entrada, os convidados eram recebidos por um cantinho decorado com cara de vilarejo mineiro. O elevador foi transformado em estrada de ferro e trem maria-fumaça, um elemento que aparece em diversas canções do Bituca, e o espaço principal virou casa de jazz, celebrando a sofisticada mistura que marca a criação dele, um compositor com mais de 400 obras registradas na UBC. E quem fazia uma intervenção musical era o associado Jonathan Ferr, tocando canções de Milton e uma inédita própria ao piano.

Elba

Apresentada pelo ator Thiago Lacerda, a festa começou com o prêmio a Glória Braga por sua contribuição de décadas ao amadurecimento da gestão coletiva de direitos autorais no Brasil. Depois, teve início a série de releituras surpreendentes. Elba Ramalho foi a primeira, cantando “Fé Cega, Faca Amolada”, parceria de Milton e Ronaldo Bastos. 

“É uma honra participar desta homenagem. Milton é um esteio da nossa música”, derramou-se Elba. 

Em seguida, foi a vez de Xênia França emprestou a voz para “Certas Canções” (Milton e Tunai). João Bosco emocionou com “Tarde” (Milton e Márcio Borges) em voz e violão. Maria Rita interpretou “Morro Velho” (escrita inteiramente por Milton). Almério e Anna Lú fizeram dueto em “Cais” (Milton e Ronaldo Bastos). 

Xênia França

Kell Smith cantou “Clube da Esquina 2” (Milton, Márcio Borges e Lô Borges). Toni Garrido deu voz à romântica “Encontros e Despedidas” (Milton e Fernando Brant). Chico Cesar entoou “Paula e Bebeto” (Milton e Caetano Veloso). 

“Milton não é só daqui, ele é de outros planos, é de mil planos. Cantar qualquer coisa na frente dele me deixa nervoso e emocionado”, disse Chico César. 

Chico César

Logo depois, subiu ao palco o segundo dueto da noite, com Luedji Luna e Rubel, em encontro inédito para interpretar “Nada Será Como Antes” (Milton e Ronaldo Bastos). O espetáculo chegou à reta final com Zé Ibarra cantando “San Vicente” (Milton e Brant). E com Rogério Flausino, conterrâneo de Milton, interpretando "Coração de Estudante" (Wagner Tiso e Milton).

Maria Rita

Depois de tantas homenagens, um emocionado Milton Nascimento recebeu o Prêmio do Compositor Brasileiro. E, finalmente, subiu ao palco reunindo todos em uma só voz com “Maria Maria” (Milton e Brant).

"Milton Nascimento é um milagre. É aquilo com que a gente se depara, é apresentado e não sabe direito o que é, de onde vem. Milton é um milagre porque a gente não consegue explicar", resumiu no palco um emocionado João Bosco, traduzindo em palavras o sentimento geral.  

No Instragram da UBC, confira um Story especial sobre a noite, que ganhará edição completa publicada em breve no YouTube. E, nos próximos dias, a Revista UBC trará uma crônica da noite escrita pelo jornalista e crítico Antonio Carlos Miguel. Você poderá ler tudo aqui no site, não perca. 

João Bosco


 

 



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