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Relatório Anual 2016: TV por Assinatura continua a liderar distribuição
Publicado em: 31/08/2017

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Publicação da UBC mostra um salto de 58% no total de titulares beneficiados em 2016

Do Rio

Os novos modelos de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais se multiplicam. Mas a televisão continua a ser a principal fonte pagadora de direitos autorais, como fica claro no Relatório Anual 2016, que a UBC publica em detalhes esta semana. Pelo segundo ano consecutivo, a rubrica TV Por Assinatura lidera a distribuição aos titulares, com R$ 108,6 milhões, ou nada menos que 29,8% do total. TV Aberta (R$ 98,6 milhões, 27,2% do total), Rádio (R$ 50,47 milhões, 13,9%) e Shows (R$ 46,47, 12,8%) vêm em seguida — com rubricas menores, como cinema, internet e outras, somando R$ 59,43 milhões, ou 16,36%.

A primeira distribuição de streaming (em junho do ano passado, com R$ 2,38 milhões no total do Ecad, 55% desse total a titulares da UBC), porém, marcou um ponto de inflexão que deve ditar os rumos do setor nos próximos anos. Espera-se que a internet passe, pouco a pouco, a representar um percentual cada vez maior no total distribuído, graças ao crescimento exponencial do streaming e outras formas de consumo de conteúdos na era digital.

Talvez reflexo da crise econômica que se arrasta há mais de dois anos, a rubrica Shows teve queda no total arrecadado (8,17%) em relação a 2015. Já a rubrica Rádio, com queda de 6,36%, traduz uma transformação mais estrutural na maneira como se consome música não só no Brasil como no mundo e confirma, mais uma vez, a redução sistemática em sua participação que vem apresentando há alguns anos.

O que subiu, e muito, foi o total de titulares beneficiados. Nada menos que 156 mil artistas, editoras e outros titulares (58% mais que em 2015) receberam algum naco dos R$ 368 milhões distribuídos pela UBC, valor monetário ainda inferior aos recordes dos anos de 2013 e 2014 - reflexo do acordo com a TV Globo -  11,82% acima do total de 2015. A maioria dos beneficiados é “de casa”, com 56% de titulares nacionais, e 44%, estrangeiros.

A esmagadora maioria desse dinheiro (98,62%) também se refere à execução pública no Brasil, e a UBC mostra que é líder incontestável no segmento, com 46,3% do total distribuído pelo Ecad. Não só: no que toca à distribuição de créditos retidos — aqueles que, por problemas variados, como má identificação das obras ou outros, não foram pagos na época certa —, a UBC também lidera, com R$ 62,2 milhões, ou 57% do total do Ecad. Isso só foi possível graças ao constante investimento em tecnologia e à criação de uma ferramenta de business intelligence que permite relacionar e identificar com maior eficie^ncia obras e fonogramas previamente sem identificac¸a~o.

Confira no vídeo abaixo a consolidação dos números que evidenciam a robustez do nosso mercado, a solidez e e o vital papel da UBC nele e a recuperação que, esperamos, continuará a se refletir nos próximos relatórios e nos próximos anos.

 

 

 

 



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