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UBC no Music Trends
Publicado em: 30/10/2017

Veja quem passou semana passada pelo espaço da UBC no Music Trends, conferência internacional que debateu no Rio grandes tendências e questões que permeiam a indústria musical contemporânea

Do Rio

Terminou na última sexta-feira (27) a edição 2017 do Music Trends Brasil, um encontro que reúne anualmente representantes da indústria musical para discutir tendências e os caminhos percorridos pelo setor. Centenas de músicos, executivos (de gravadoras, selos, editoras, portais, serviços de distribuição), agentes, analistas e outros especialistas passaram pelo Centro Cultural Light, no Centro do Rio, em três dias de conferências, oficinas e painéis que puderam aproximar todo mundo, o grande objetivo da iniciativa.

A UBC esteve presente com um espaço próprio pelo qual passaram grandes nomes do mercado musical nacional e estrangeiro e participou ativamente da programação. Com mediação de Domingos Silva Neto, o Depa, coordenador de projetos especiais da nossa associação, a mesa “Como a análise de dados pode resultar em mais criatividade” teve interessante debate entre Guilherme Figueiredo, diretor de marketing da gravadora Som Livre, Scott Cohen, cofundador do distribuidor digital inglês The Orchard e membro do conselho da associação musical BPI, e Arthur Fitzgibbon, do agregador digital OneRPM. Eles apresentaram diversos argumentos que amparam a ideia de que a análise de dados é um bom ponto de partida para uma criação artística.

Uma discussão prévia sobre esse tema, aliás, já ilustrou uma ampla reportagem publicada na edição deste mês da Revista UBC, que você pode ler aqui.

O mundo digital, de um modo geral, esteve no centro de quase todos os debates e oficinais, reafirmando sua inescapável importância para a indústria criativa hoje. “O streaming é para onde tudo converge. Um dos grandes objetivos da indústria é ampliar o público consumidor do streaming para todos os estilos musicais. A grande dificuldade, hoje, é a entrada de estilos diferentes dos de massa nesse universo que é o foco total da indústria”, afirmou Luciana Pegorer, organizadora do Music Trends Brasil.

 

VEJA MAIS: André Midani, lenda da indústria musical brasileira e mundial, fala sobre que tipo de música gostaria de produzir hoje.

 

Paulo Rosa, presidente da Pró Música Brasil (antiga ABPD), lembrou que o streaming foi um dos principais destaques no crescimento de mais de 6% da indústria musical global no ano passado. Se as remunerações aos compositores e artistas continuam a ser um problema a enfrentar, com necessidade clara de melhora, a indústria respira aliviada. “Aqui no Brasil, apesar de ter caído 2,8% em 2016 em função da crise e do declínio das vendas físicas, o mercado está vivendo de novo crescimento expressivo este ano, de mais de 14% só de janeiro a agosto. O digital lidera essa expansão, e as assinaturas pagas de serviços de streaming têm tudo a ver com isso.”

Para Marcelo Castello Branco, diretor-executivo da UBC, a indústria vive seu melhor momento em dez anos. E, se as receitas voltaram a crescer, agora é a hora de melhorar a arrecadação com execução pública digital. “No mundo inteiro, a execução pública no digital ainda não supera os 10%, é um grande desafio que vamos superar. Uma parte da indústria já superou, já atravessou esse deserto, e a gente vai fazer parte desse movimento, dessa reorganização.”

A necessidade de os players nacionais se inserirem nesse contexto, aprenderem das boas práticas lá de fora e falarem de igual para igual com os grandes da era digital é óbvia. E encontros como esses possibilitam a troca de informações e experiências que apontam para caminhos. “Hoje as grandes multinacionais são os principais distribuidores de música. Antes era mais direto. Os serviços, hoje, já chegam com contratos negociados com multinacionais. Ainda há 30% a 40% de empresas nacionais, como a Som Livre, gerando conteúdo nacional, mas um grande desafio é participar desse mundo de negociações”, diz Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre.
 

VEJA MAIS: Alguns dos especialistas que passaram pelo evento falam sobre temas variados como mundo digital, novos hábitos de consumo musical, tendências estéticas da música e o crescimento do setor de trilhas sonoras para cinema e TV. Assista clicando nos links abaixo:

 

 



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