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Termina com sucesso primeiro Songhubs da América do Sul
Publicado em: 12/12/2018

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Projeto de acampamento de criação reúne 18 compositores do Brasil e da Austrália, numa parceria da UBC com a sociedade australiana APRA AMCOS

De São Paulo

Fotos de Luís Bahú

Dezoito artistas, 27 horas de trabalho, 24 canções, duas grandes organizações apoiando uma nova forma de criação musical. A primeira edição do projeto Songhubs na América do Sul foi um grande sucesso ao reunir, de domingo (9) a terça-feira (11), em São Paulo, talentosos compositores num acampamento intensivo de criação promovido pela idealizadora do programa, a sociedade de gestão coletiva australiana APRA AMCOS, e pela UBC, em colaboração com a entidade australiana de promoção musical Sounds Australia.

De modo análogo ao de grandes acampamentos de criação promovidos anualmente ao redor do mundo, como o da feira Midem, na França, o Songhubs aposta na junção de músicos de origens, estilos e cenários completamente diferentes a fim de promover uma saudável expansão dos limites da criação e buscar novas sonoridades. A edição de São Paulo foi a 12ª realizada este ano pela sociedade australiana, tendo sido algumas das anteriores hospedadas em cidades como Berlim, Bombaim, Toronto e Londres.

Neste caso, dez artistas australianos e oito brasileiros se uniram para compor: Alexander Biggs, Nick McKensie, Nick Weaver e Brendan O'Mahony (os três da banda Deep Sea Arcade), Joel Byrne (Wolf & Cub), Birdz, Chela, Jess Cornelius, Lila Gold, Mitch Kelly, Celso Fonseca, Samille Joker, Pedro Dash e Dan Valbusa (da dupla Los Brasileros), Bibi, Gloria Groove, Lucas Silveira e Monica Agena. A curadoria foi do representante da Sounds Australia Glenn Dickie, responsável por organizar os grupos de trabalho e as atividades de produção. 

O espaço escolhido pelo encontro foi o moderno estúdio VIP, do produtor Dudu Borges, que abrigou toda a equipe e os participantes ao longo de três dias.

Um momento de descontração dos artistas no estúdio VIP, de Dudu Borges

Os rodízios entre os criadores, que tiveram a chance de trabalhar com todos os demais em algum momento do processo, enriqueceram sobremaneira a experiência, como eles mesmos contam. Algumas das músicas, contam os que as ouviram na festa de audição final, na própria terça-feira, estão simplesmente prontas para ser lançadas e virar potenciais hits. 

“Eu já tinha feito outros songcamps, mas este foi o melhor. Fiquei muito feliz. Esse tipo de encontro foi feito para isso: compartilhar, conhecer, aprender com outras culturas, outras pessoas, o que é fazer música. Fico muito agradecido, foi uma experiência maravilhosa”, disse Celso Fonseca, que já tinha participado de um camp em junho, durante o Midem, na França, e contou como foi em depoimento ao site da UBC. 

O Songhubs São Paulo em números

18 artistas

27 horas de trabalho

24 canções criadas

2 organizações por trás do projeto

 

“Participar do songhub foi um aprendizado, uma extensão do principal propósito da música, que é conectar pessoas. Propósito cumprido. É bonito ver como a gente não precisa de barreira nenhuma quando se encontra para o bem comum”, definiu a cantora e compositora Bibi.

Mitch Kelly, compositor e produtor de Melbourne, radicado em Los Angeles, definiu a sua participação como “a mais incrível experiência”. “Não só vir para São Paulo, mas estar envolvido neste camp, escrever uma canção que acho que está realmente linda e vai causar impacto na cultura pop com Glória, além de outros trabalhos, foi incrível. A cada dia, vimos como as ideias pré-concebidas sobre o trabalho iam caindo e demos forma a coisas completamente diferentes. Adoraria poder repetir algum dia”, ele afirmou.

A paulista Samille Joker corroborou as palavras dele: “Foi ótimo sair da minha zona de conforto para compor vários estilos de música com gente do Brasil e da Austrália, que moram em várias partes do mundo. Três dias intensos que pareceram três semanas. Adorei!”

Lila Gold, outra criadora participante, contou que a princípio estava nervosa diante do desafio de compor com gente desconhecida e num ambiente completamente novo: “Foi muito recompensador, uma das melhores experiências que tive na vida. Faria tudo de novo.”

Monica Agena, guitarrista e produtora, foi outra que revelou ter chegado com os dois pés atrás. “Vim com receio do que ia rolar, mas foi maravilhoso. O pessoal é supertalentoso e superaberto. Aprendi muito sobre ter humildade dentro do estúdio produzindo. A gente tem que ter ouvir as ideias de todo mundo. Obrigada, APRA AMCOS e UBC.”

Para Marcelo Castello Branco, diretor-executivo da UBC, unir Austrália e Brasil na sua capacidade comum de gerar música global significa romper fronteiras fictícias: “Colaborar e fomentar encontros criativos, concretos e consequentes é uma das atribuições de uma sociedade moderna, antenada com as necessidade e ambições de seus titulares. Que seja o primeiro de muitos songhubs pela frente.”

Não perca, na próxima edição da Revista UBC, em janeiro disponível aqui no site, a cobertura completa do primeiro acampamento de criação realizado pela nossa associação e conheça os diferentes tipos de encontros entre artistas de países variados que têm mexido com as estruturas da composição.

Veja momentos do encontro em nosso Instagram Stories

E, abaixo, confira fotos de momentos dos três dias de Songhubs

 

 


 

 



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