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Banco de áudio: colabore você mesmo
Publicado em: 10/02/2017

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Saiba como providenciar a armazenagem correta do áudio de seu fonograma para que ele seja identificado de forma automática

Do Rio

O crescimento do mercado independente – e do conceito de “faça você mesmo” – empoderou o artista mas também lhe trouxe mais responsabilidades. Uma delas é zelar pelo correto registro das próprias músicas a fim de evitar erros na aferição das execuções públicas, com a consequente demora no pagamento dos direitos autorais. Por isso, é preciso atenção na hora de cadastrar os próprios fonogramas, algo que você pode fazer seguindo passos simples.

Com a implantação da tecnologia Ecad - Tec CIA Rádio, um software desenvolvido pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição em parceria com a PUC-Rio, houve a necessidade de criar-se um grande banco de áudio. É que o programa faz uma varredura permanente das rádios monitorando sua programação e comparando-a com os áudios registrados por meio de um mecanismo conhecido como fingerprint, ou “impressão digital”.

 

A UBC, assim como outras associações que compõem o Ecad, tem um método para receber esses áudios diretamente dos artistas ou dos seus representantes e enviá-los ao escritório central. Acompanhado do já anteriormente registrado código ISRC, uma sequência numérica que identifica internacionalmente uma música (clique aqui e aprenda como fazer esse registro), o fonograma estará pronto para ser identificado pelo software. Ou seja, o uso da música constará automaticamente do sistema do Ecad, e o pagamento dos direitos autorais se dará sem ruídos nem créditos retidos.

O envio deste áudio pode ser feito digitalmente (método indicado aos produtores que possuem um catálogo vasto) ou de forma física (por meio de um CD). Você pode enviar esse material à sede nacional da UBC, no Rio de Janeiro (Rua Visconde de Inhaúma 107, Centro - CEP 20.091-007) ou à filial mais próxima da sua casa.

“Para que as músicas de artistas independentes integrem o banco de áudio da gestão coletiva e, consequentemente, possam ser utilizadas nos processos de identificação automática, os artistas precisam seguir esses passos: enviar o CD original à associação de que fazem parte (no caso, a UBC) e fazer constar os títulos das músicas, os intérpretes, os autores e, caso já o possuam, o código ISRC de cada fonograma. Além disso, o áudio deve ser enviado no formato WAVE ou FLAC”, esclarece o Ecad em nota.

Para além do estímulo à contribuição individual dos independentes com o banco de áudio, o Ecad vem trabalhando com selos e gravadoras para ampliar exponencialmente a base de dados. “Diversas gravadoras ja´ esta~o enviando seus lanc¸amentos, pore´m precisamos tambe´m das mu´sicas do cata´logo, pois as mu´sicas mais antigas continuam sendo executadas por todo o Brasil”, lembra Mario Sergio Campos, gerente executivo de Distribuição do escritório central.


 

 



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