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Digital: crescimento de 117% em um ano
Publicado em: 18/04/2019

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Ecad já alcançou 18 acordos com serviços de streaming, e arrecadação do segmento que mais cresce em execução pública chegou a R$ 124,5 milhões

Do Rio

Aos olhos de muitos, a pecha de “era dos centavos” teima em permanecer colada ao mundo da música digital. Afinal, os extratos dos rendimentos com direitos autorais mostram que, por cada stream de uma canção em plataformas como YouTube, Spotify, Apple Music ou Deezer, os valores recebidos parecem ser mesmo individualmente baixos. Mas os ganhos estão chegando, e eles vêm pela quantidade de reproduções, à medida que cresce a adesão do público a esse modelo.

O relatório mais recente da IFPI, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, mostra que, somados, streaming e downloads respondem por 58,9% do mercado mundial (72,4% no Brasil), e que já há mais de 255 milhões de assinaturas pagas de plataformas digitais em todo o planeta. Só a modalidade sem descarga, ou seja, o streaming, rende US$ 8,9 bilhões anualmente aos criadores de todo o planeta, mais de US$ 207,8 milhões no Brasil.

LEIA MAIS: Os números do relatório recém-divulgado pela IFPI

Ainda no nosso país, a arrecadação com execução pública de serviços digitais, segundo o Ecad, alcançou R$ 124,5 milhões em 2018, ou 116,9% mais do que os R$ 57,4 milhões de 2017. Vale lembrar que, quando falamos em execução pública, nos referimos unicamente aos direitos da parte autoral, não da parte conexa (intérpretes, músicos acompanhantes e produtores fonográficos). Relembre como funciona a distribuição de execução pública de direitos conexos nesta reportagem da edição 36 da Revista UBC

Isoladamente, o streaming de vídeos, que inclui o YouTube, plataforma onde mais se consume música no Brasil, chegou a R$ 81,8 milhões ano passado — contra R$ 32,9 milhões há só dois anos. O streaming de áudio de plataformas como Spotify ou Apple Music saltou de R$ 7,8 milhões, em 2016, para R$ 35,5 milhões em 2018. Outra vez, trata-se de direitos da parte autoral. 

É um crescimento robusto e que, pouco a pouco, vai colocando o digital numa posição mais condizente com sua presença cultural entre as principais fontes geradoras de ganhos aos titulares. De fato, o segmento (que inclui não só streaming, mas simulcasting – que é a transmissão simultânea de uma emissora de TV ou rádio na internet —, podcasting e ambientação de sites) já é o terceiro mais forte, tendo superado o de rádio. Para isso, foram fundamentais os acordos em série fechados nos últimos anos entre o Ecad e as principais plataformas que operam no país.

Um dos acordos mais recentes foi celebrado com a GloboPlay, que, individualmente, alcançou R$ 2,9 milhões. Ele se soma a outros que, juntos, já totalizam 18 serviços de streaming de áudio e vídeo adimplentes.

São estes:

Amazon Prime Video

Apple Music

Crackle

Deezer

Facebook

Globoplay

Google Play Music

Groove

Louve

Napster

Netflix

Rapiddo

SBT Hits

Spotify

TIM Music by Deezer

UOL Música + Deezer

Vevo

YouTube

LEIA MAIS: Entenda as cifras e as informações do extrato da categoria serviços digitais

 

 

 


 

 



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